Reciprocidade
É um lado essencial em qualquer espécie de relacionamento humano. A percepção de sua perda é o sinal de alerta para a ausência de troca e de empatia entre as partes…Não é algo fabricável, posto que depende de cuidados ostensivos. Toda vez que eu sinto isso, em qualquer um de meus relacionamentos (profissional, familiar, amizade, amoroso), acompanham-me duas sensações: o lamento pelo que se perderá naquele vínculo e o saudosismo pelo que um dia foi. É por isso que “estar junto” não é sinônimo ou condição “sine qua non” para existir reciprocidade. Eis um argumento para se usar aos que criticam relacionamentos amorosos à distância (minha realidade)!
Componentes básicos: troca, escuta, empatia, atenção, respeito, autenticidade, sentimento.
Quanto à minha realidade…Cada dia que passa mais me parabenizo por ter (e buscar manter) nossa reciprocidade e entrega!
Saudações…
Acredito que, em pessoas supostamente adultas, a fuga de si mesmo
é tão obtusa e incoerente que não dá para concordar…
Quantas vezes fugi de mim?
De meus sonhos?
De minhas fantasias?
De minhas convicções?
Adiantou?
NÃO! Hoje faço igual à música do Barão Vermelho, que sempre mexeu muito comigo:
“SAUDAÇÕES A QUEM TEM CORAGEM AOS QUE ESTÃO AQUI, PRA QUALQUER VIAGEM
NÃO FIQUE ESPERANDO A VIDA PASSAR TÃO RÁPIDO
A FELICIDADE É UM ESTADO IMAGINÁRIOOO!!!”
PENSE, DANCE, PENSE, PENSE-DANCE!
O que realmente conta
Nossos anseios, medos, desejos
Nosso ponto de partida
E onde queremos chegar.
A vida é muito mais que 2 + 2, que a multiplicação dos nossos sonhos subtraída de nossos temores…
Há que se ter um pouco de miragem, de forclusão* da realidade para que alcemos o “it”, o que julgamos fazer falta em nossa existência.
Porque, se fincarmos tão somente os pés no chão, tal qual costuma se aconselhar, é LÁ que permaneceremos! Parados no tempo, espaço e 100% distantes do que queremos.
Esse tempo oscilante, ora caindo uma tempestade tropical ora Sol abafando a se desenhar pela minha janela serve para ilustrar também a variação de nossos desejos – algo digno de nota e atenção de nossa parte.
O que realmente conta, visto que mudamos de quereres a todo instante?
O QUE QUEREMOS.
* Forclusão: termo psicanalítico que indica a “saída” da realidade, o não fazer laço, traço estrutural inerente aos sujeitos psicóticos (favor não confundir com psicopata, rs!).
Proposition 8 won: so pathetic!
Here we go! After one huge demonstration of Hope around the world with Obama’s victory…Yesterday citizens from California voted also on Proposition 8. Just to say YES or NO. What the matter inside of the 2 options? Let’s see it!
YES = to reforce prejudice, continue separating people based on failed values, in unrational and pathetic quotes as “God created Adam and Eve, not Adam and Ivan”, “Marriage only to men and women”, “Family’s basis are evoqued by Mum, Daddy and Children” and etc…
NO = to try keeping equal rights to all citizens who want to get together, in despite of their sexual orientation; to spread out Respect, to avoid separation between people based in that failed values mentioned above…
And…THE PATHETIC PROPOSITION HAS WON!
(I’ll copy and paste the text of KCRA 3 News…The Internet Link follow in below)
KCRA.com
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Obama vs. McCain – issue of the day!
Tentei evitar, mas…A enxurrada de notícias sobre as Eleições Americanas pegou-me de jeito! E aí fui ler o impacto que traria para nosso País, algumas propostas de cada um e…apesar de eu ter alguma reserva quanto à inexperiência simpatizo mais com Obama. Contudo, espero que o planeta não continue chacoalhando enquanto isso não se define – haja vista a definição do pleito, que ocorrerá apenas após a contagem dos votos dos Delegados de cada Estado, que se dará em 20 de Dezembro. Até lá, haja Felizac* para os Mercados, ah ah ah!
OBS: referência ao antidepressivo ingerido por Antoine em “Como me tornei estúpido” – Martin Page – Rocco Editora
E, como o post é “mundial”, too much mainstream, como eu diria, aqui vai a versão Tecla SAP!
ENGLISH:
I’ve tried to avoid but…the millions of publications about USA ELECTIONS got me for real!And then I ‘ve been reading about the impact of this Election to Brazil (my country), some purposes of each one, and..in despite of Obama’s less experienced I agree more with him. However I really hope that this Election do not continue shacking up the Planet too many time – because the complete decision of this will occur only on December 20th, when all the Delegates vote to choose the next President. Until then, loads of medicine to heal it up the Anxiety of Markets!
Breve comentário após uma terça cheia!
É peculiar a capacidade humana de perder-se de SI MESMO!
Eis algo com o que me espanto cotidianamente…
Mais fácil apontar o problema e a solução de seu vizinho
Que abrir os olhos para as suas próprias questões!
Aí, penso, reside uma das maiores justificativas para existirem profissionais da minha área de atuação, rs!
A propensão humana a perder-se de (e em) seu desejo traz em si a comprovação da incompletude do ser. Pois que, se nos achássemos, muito provavelmente uma angústia incomparavelmente maior assolaria a Humanidade, visto que nada mais haveria a se buscar ou a se questionar…
Duvida?
Eu não!
Enquanto as horas passam…
“Fico a pensar
Lembrar frases, momentos, acontecimentos
Cansar as vistas com qualquer coisa que distraia
E tente, por um segundo, fazer-me esquecer
(como se o quisesse!)
A saudade imensa de sua doce presença…
A flor é cenário encenado do belo
Pois que assim continue
Todas as vezes que pensar em você…
(ou seja, sempre!)”
Quem foi que disse que amar não é a mais doce loucura cometida por nós, humanos? Interessante notar o estado de fragilidade em que ficamos quando sob sua influência…Enfim, além de “comida-diversão-iate” e de desejarmos “saída para qualquer parte”** a maioria das aspirações humanas desembocam tão somente em dois destinos, os quais nem sempre entrelaçados: AMAR E SER AMADO.
(** : referência à música “Comida”, do Titãs.)
Have fun and Be happy!
- uma grande descoberta…
Why not? Por que não?
Uma das falácias que nos disseram, desde a infância, condena (ou põe como algo não prioritário) a diversão pura e simples…Já que crescemos ouvindo que “o trabalho enobrece o homem”, “Deus ajuda quem cedo madruga”, “Trabalho antes, diversão depois”, entre outros. É uma incongruência ao se notar a tendência natural do homem de viver em função do PRAZER, assumida ou veladamente. Entretanto, aparece um mecanismo denominado CULPA que obstrui essa busca, coloca-a como vã, egoísta, pouco séria… Às vezes devaneio a respeito de “quando” isso começou a atuar, se sempre foi assim, se os fenômenos psíquicos que acompanham a sensação de culpa caminharam conosco ao longo dessa jornada de, digamos, 10.000 anos (data estimada da passagem do Paleolítico para o Neolítico)…Ou se houve um período de tempo em que nos permitíamos a entrega à alegria e à felicidade momentânea com mais facilidade e prazer.
Não sei.
O que sei? Muito pouco. Contudo, arrisco-me a afirmar que todos nós deveríamos trocar o signo linguístico “culpa” (e todo seu significado) por RESPONSABILIDADE. Acredito que, quando nos responsabilizamos por algo, os caminhos tornam-se claros, pois reconhecemos nosso papel ali, que tal situação nos diz respeito e temos que “fazer alguma coisa” com isso. Como o tema deste post é “ter diversão e ser feliz”… por que não nos responsabilizarmos por isso ao invés de delegar para os outros, que tudo está em mãos alheias e não nas nossas? hein, hein? A implicação em nossa felicidade, que, em minha opinião, é composta de “n” momentos felizes, tão somente encontra-se em NOSSA responsabilidade. Sem culpas.
Um+Um=dois (?)
Continuando um dos posts anteriores! Em um dia alguém torna-se “o” alguém para você – as cores tornaram-se mais brilhantes, até o céu tornou-se de brigadeiro…Suponha que haja condições e um tiquinho a mais de impulsividade para juntarem as escovas de dentes e partirem para uma vida a dois (ou duas, whatever). Uma pergunta: por que há, passado o “efeito rainbow”, tantas reclamações entre os casais sobre desrespeito à individualidade de cada um? Em seguida me ocorre outra: com a desculpa da “fusão”, do formar uma família não existe aí um jogo oculto (em princípio) de manipulação e consequente dominação?
Vejamos! Em meu post anterior dei “três vivas á alternância SAÚDÁVEL entre dominar – ser dominado”. Continuo pensando isso e pretendo me estender neste ponto, agregando uma contribuição obtida em um precioso chat (obrigada, amor! rs!). Não posso deixar de pensar na possibilidade de CONCORDÂNCIA entre as partes…Ou seja, existem 3 movimentos aí: quando eu cedo em prol de meu (minha) parceiro(a), quando a outra parte cede…e quando as duas partes concordam.
Contudo…O fato de existir várias pessoas reclamando de “falta de espaço”, “compreensão”, “apoio aos projetos pessoais” aponta para uma lacuna neste fundamento. Isso me faz pensar até no que os padres costumam dizer em cerimônias de casamento, sobre os “dois tornarem-se uma só pessoa, a instituição família” …e no quanto isso FERRA com a vida das pessoas! É absurdo pensar que, ao investir em uma convivência conjunta você deva excluir do pacote a sua individualidade, seus sonhos, seu “modus operandi”… Por isso o (?) que questiona essa “quebra interna de contrato” que muitas vezes ocorre em relacionamentos amorosos. Especifico interna porque, em princípio, você pode até achar bonitinha a solicitação “x” de seu parceiro – passados 3, 6 meses a paciência satura e há a chance de você se sentir usada, incompreendida, injustiçada e por aí vai! Mas…O “y” da questão é: POR QUE VOCÊ SE PERMITIU? Porque…convenhamos, mais fácil buscar consolo no vitimismo ou apenas acusar o outro que assumir sua parcela de responsabilidade nessa situação que, antes, não pesava mas agora…
Ou seja, meus amigos e minhas amigas! Relacionar-se efetivamente DÁ TRABALHO!
Mas, mesmo assim, vale entregar-se e viver essa experiência que, justamente por ser trabalhosa, traz crescimento, aprendizado e, por que não? FELICIDADE.







